domingo, 9 de outubro de 2011

9º Ano - A Grande Barreira de Corais Australiana

Conheça mais sobre a maior e mais bela Barreira de Corais do mundo - Great Barrier Reef

A Grande Barreira de Corais, na costa leste da Austrália, é uma das maravilhas do mundo natural. Listada como Patrimônio Mundial, é um dos destinos turísticos mais famosos da Austrália.

A combinação de um ótimo clima (apesar de chover muito na época das monções) com a floresta tropical, praias de areia branca e um oceano variando de azul turquesa a verde, faz desse lugar um dos mais procurados do mundo!
A Grande Barreira de Corais consiste em mais de 3.000 corais com tamanhos que variam de 1 hectare a mais de 10.000 hectares de área. A Barreira é repleta de lindas ilhas e cobre mais de 300.000 km2. Ao longo dos anos, os corais afundaram muitos navios - o próprio Endeavour, navio do Capitão Cook (quem "descobriu" a Austrália), atingiu os corais e quase naufragou. Sem a Barreira, a história australiana teria sido bem diferente. Um dos navios naufragados mais famosos é o HMS Pandora, que afundou em 1791. O Queensland Museum tem liderado expedições arqueológicas ao navio Pandora desde 1983.

Os corais, que são à base de uma enorme variedade de vida marítima, consistem de pólipos de corais individuais, pequeninas criaturas vivas que juntas formam colônias. Cada pólipo é um ser dotado de tentáculos, parecido com anêmonas, mas bem menor; vive dentro de conchas de aragonito, um tipo de carbonato de cálcio - o casco duro que reconhecemos como um coral. Os pólipos se juntam criando florestas de corais coloridos em várias formas interessantes. Há muitos tipos diferentes de corais; alguns crescem vagarosamente e vivem centenas de anos, outros crescem mais rápido. As cores dos corais são criadas por algas, e apenas os corais vivos são coloridos - os mortos são brancos.

O ambiente ideal para um coral é em águas mornas e rasas, onde há muito movimento aquático, bastante luz e onde a água seja salgada, pobre em nutrientes. Eles são sensíveis à mudança climática, à mudança nos padrões de movimento das águas e ao dano físico - problemas como o aquecimento global, El Niño, a construção de quebras d'água, quaisquer nutrientes estranhos que vêm de habitações humanas, podem causar efeitos negativos ao sistema de corais. O turismo também pode ter impactos negativos, com corais frágeis sendo quebrados por turistas andando sobre eles, âncoras, combustível de embarcações e outros tipos de poluição. Mais de 2 milhões de pessoas visitam a Barreira todo ano, gerando mais de 1 bilhão de dólares australianos, fazendo do turismo a maior indústria na economia do nordeste da Austrália.

A grande barreira de corais é uma formação de corais que somente pode ser vista do espaço sideral. Com 2200 km de extensão se encontra na costa nordeste do estado australiano de Queensland. A diversidade de vida nos recifes é imensa. Nesta formação composta por diversos recifes de corais vivem mais de 2800 espécies de peixe, 400 espécies diferentes de corais, 400 espécies de moluscos; 500 espécies de algas marinhas, 215 espécies de pássaros, 15 espécies de serpentes marinhas e 6 espécies de tartarugas marinhas.
http://www.portalaustralia.com.br/entretenimento-australia/city-tours/cairns

Barreira de Corais na Austrália deve desaparecer

A Grande Barreira de Coral, atol localizado na Austrália, desaparecerá dentro de algumas décadas por causa do aumento da temperatura no planeta. A informação consta em uma minuta de um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática na Austrália, publicada hoje pelo jornal The Age.

A descoloração dos corais, que está ligada à associação simbiótica com algumas algas que aderem à sua superfície, se tornará um acontecimento anual a partir de 2030. Com o aquecimento do mar, as algas desaparecem, o coral perde a cor e, eventualmente, morre.
O estudo indica que o atol de corais precisa de pelo menos dez anos para se recuperar, mas há previsão de altas temperaturas para as próximas décadas. A Grande Barreira de Corais contribui para a economia australiana com cerca de US$ 5,8 bilhões australianos por ano (US$ 4,5 bilhões).

O novo ministro do Meio Ambiente australiano, Malcolm Turnbull, que assumiu o cargo hoje, disse que o governo está administrando um plano de ação contra os efeitos da mudança climática na Grande Barreira de Corais com a autoridade marítima do parque. Este programa foi criado em julho de 2004 e aumentou a área de proteção de 4% para 33%, espaço que abrange cerca de 11 milhões de hectares.

A nova legislação proibiu a pesca e a navegação na zona protegida. O governo buscou fórmulas alternativas para atenuar os efeitos negativos dessa medida entre pescadores e coletores de caranguejos. Um painel independente, formado por quatro pessoas, desenvolveu os termos de referência da legislação para que os pescadores comerciais afetados pudessem receber uma indenização ou continuar desenvolvendo seu trabalho em outros lugares.

A iniciativa governamental ganhou o apoio de vários grupos ecológicos, como o WWF da Austrália, mas outros, como a Fundação Australiana para a Conservação, insistiram na necessidade de aumentar as medidas para proteger da poluição e da mudança climática estes 2,6 mil recifes situados ao longo de 2 mil quilômetros paralelos à costa leste do estado de Queensland.

A Grande Barreira de Corais da Austrália, que contém a maior coleção de atóis de corais do mundo, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1981.

Pra Finalizar assistam essa composição:

Vídeo 01: Austrália: Grande Barreira de Coral

Pequena demonstração da barreira de corais em português de Portugal – interessante!

SBT REPORTAGEM - Sobre a Barreira de Corais da Austrália.
Vídeo 02 - Parte I
Aquecimento global afeta barreira de corais australiana  


Vídeo 02 - Parte II
Nadando com os tubarões na Austrália

 (copie e cole no seu navegador o link caso aconteça algum travamento no vídeo!)



Refletindo sobre o Vídeo: O 1º Vídeo é pra você caro/cara aluno/aluna apenas observar como é gigantesca e bonita a diversidade ecológica da Great Barrier Reef. Não é preciso refletir sobre ele.
O 2º Vídeo com suas 2 partes sim. Após assisti-los, Escreva com suas palavras, como, porque e quais os danos e os perigos e as medidas que podem ser tomadas para salvaguardar a barreira de corais australianos.

Pensando sobre o Texto:

1) Explique com suas palavras o que são os corais e como consiste o meio natural para que eles possam existir.

2) Justifique com suas palavras o tema da reportagem onde se especula que a grande barreira de corais da Austrália pode vir a desaparecer. 

3) Indique as principais atividades econômicas (ou não) que se realizam na barreira de corais.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

1º Ano Medio - O 4º Poder: A Mídia Global - MEM 1A, MEM 1B e NEM 1a

Uma Nota: Ler e compreender está muito difícil?

Recentes pesquisas nacionais e internacionais, como do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA), revelam o baixíssimo nível de compreensão, interpretação e reflexão dos alunos do Ensino Fundamental e Médio. Nos exames de acesso à universidade a situação não é muito diferente.

A incapacidade de leitura para além dos códigos lingüísticos dos alunos, sejam eles de escolas públicas ou privadas, tem sido objeto de reflexão dos educadores brasileiros para identificar as causas e encontrar caminhos para alteração desta realidade. Não são poucos os especialistas que apontam as fragilidades do sistema educacional do país, tais como: superficialidade, excesso de conteúdo e pouco cuidado com a linguagem.
O baixo índice de leitura no país, associado à inexistência de bibliotecas públicas em “21,3% dos 5.559 municípios brasileiros” (Bertoletti, 2004, p. 86), atesta a falta de investimento das autoridades para tornar disponível o acesso ao livro no país. Projetos recentes do governo federal, como o: “Fome do Livro”, que pretendem modificar esta realidade, ampliando o acesso e a distribuição do livro no país, ainda têm um longo percurso pela frente, razão pela qual o papel da escola é ainda fundamental na formação de leitores.

A recente pesquisa Retrato da Leitura do Brasil, realizada por Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Associação Brasileira de Editores de Livros (ABRELIVROS) e Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), traz um perfil preocupante do leitor brasileiro. Com um universo de 5.503 entrevistas de 40 cidades brasileiras, representando uma população estimada em 86 milhões de pessoas (correspondente a cerca de 40% da população do Brasil), os resultados revelam que 61% dos brasileiros adultos alfabetizados têm pouco ou nenhum contato com os livros. Além disso, de acordo com os dados divulgados pela revista Carta Capital (9/11/2005, p. 22), na Região Sudeste “apenas 7% dos estudantes alcançaram níveis ‘adequados’ de leitura”.

A palavra mídia é uma palavrinha bonita, simpática. Ela, em sua origem grega, não diz quase nada. Mídia são os meios: meios de comunicação. Pronto, acabou. Eles servem para comunicar, o que seria bom, se fosse verdade. Na realidade, a palavrinha simpática esconde que estes meios são de comunicação, sim, mas são direcionadíssimos. Não existe uma mídia que seja puramente mídia, pois ela é o meio para disputar a hegemonia. Para garantir a hegemonia atual ou se contrapor a esta. A mídia tem dono, tem classe e interesses de classe a defender. Estes interesses não são os do povo, obviamente.


A expansão nas últimas décadas de uma nova mídia de alcance global - jornais, rádios, revistas, televisão e, principalmente, a internet - teve uma grande importância para a vida política dos países democráticos e para as relações internacionais. A mídia, ou os meios de comunicação em geral, influencia as eleições e até mesmo os rumos dos governos. Ela quase obriga os políticos a se ocuparem deste ou daquele assunto, inclusive os conflitos militares.

Ao abordar hoje a corrupção, amanhã o aborto, depois o assédio sexual, algum genocídio na África, alguma crise na Europa oriental, etc., a mídia acelera e direciona a vida política, forçando os governos - especialmente nos países desenvolvidos, onde há maior temor e respeito à opinião pública - a tomar decisões rápidas e sobre assuntos cada vez mais complexos.
Na política interna a influência dos meios de comunicação é essencial. Sem o uso da mídia, atualmente, não há outros meios de alcançar e exercer o poder, a não ser em algumas comunidades bem pequenas e onde todos se conhecem. A vitória na eleição, muitas vezes, vem de sua estratégia televisiva: a preocupação com a imagem e não apenas com o discurso.

Desde então há especialistas em imagem que procuram pesquisar o que a população quer ouvir (e o candidato deve dizer exatamente isso), como um político deve se vestir, se comportar, falar, etc. Em vez da ideologia (ser de esquerda ou de direita, por exemplo), o mais importante hoje é a imagem midiática (ou seja, da mídia), a aparência.

Isso tudo foi ampliado pelo desenvolvimento da informática, que possibilitou a tabulação mais rápida das pesquisas de opinião dos eleitores. Essas pesquisas passaram a nortear a estratégia e a mensagem dos políticos, que agora contratam os formadores de imagens e os profissionais da propaganda política.
Mas isso não significa, como pensam alguns, que a mídia faz o que bem entende, impondo suas opções à opinião pública, que seria apenas uma receptora passiva de mensagens midiáticas. Essa visão simplista é incorreta por vários motivos. Em primeiro lugar, as mídias são extremamente diversas, concorrentes e, com freqüência, têm pontos de vista diferentes. Alguns meios de comunicação podem ser a favor de um governo, de determinado partido político, mas sempre existirão vários outros com posição contrária. Em segundo lugar, a opinião pública, pelo menos boa parte dela (notadamente a população mais esclarecida e escolarizada), não é passiva nem aceita tranquilamente qualquer mensagem da mídia. Em terceiro lugar, a enorme influência da mídia não impede a existência de outras formas de transmissão de informações ou de atividade política.
Todavia, é bom deixar claro que a mídia também desempenha um papel positivo, o de divulgar informações, de realizar denúncias (principalmente aquelas verídicas e importantes), e isso é de enorme valia para qualquer sociedade democrática.

Depoimento - Jorge Sabongi

Antigamente, quando assistia aos programas de televisão, acreditava em 100% de tudo o que via. Tudo parecia tão mágico: pessoas bonitas, roupas sempre limpas e novas, cores deslumbrantes, movimentos perfeitos, cenas de sonhos, sem imperfeições. Os artistas tinham uma aura de semideuses.

Na verdade, tudo o que vemos é preparado!

As pessoas são todas maquiadas antes de entrar em cena. O figurino é escolhido, visando combinar cores e ambientes. As cenas são repetidas diversas vezes e, por fim, editadas, montando cada movimento, de forma a parecer sem falhas. As cenas são de um mundo irreal em nosso país, tanto financeiro como na ostentação (visam apenas projeção e identificação); e os artistas não são semideuses, mas sim "eleitos momentâneos". Seu destino a longo prazo, em 90% dos casos, é o anonimato.
Atualmente, após anos de observação e leitura específica, ficou fácil perceber, nitidamente, cada passo dado em algum programa televisivo e o motivo pelo qual ele foi colocado ali. Nem se preocupam em disfarçar mais. E vocês não tenham dúvidas: é tudo preparado sim, principalmente para o seu consumo!

Outros canais da mídia menos potentes, mas também atuantes, caminham junto, como um comboio, amplificando esse efeito da rede Globo e ampliando ainda mais a fogueira de consumo. "O Quarto Poder" deveria ser chamado "O Primeiro", pois atua no inconsciente de toda uma nação. Levanta e derruba instituições. Enaltece ou confina à clandestinidade quem ela desejar.

O volume financeiro que esse grande império catalisa é incalculável. O volume social idem: milhões de pessoas assistem a algo na TV e, no dia seguinte, saem para viver a fantasia do que assistiram. Aderem à moda, ao vocabulário, à identificação, projetam os personagens e, principalmente, COMPRAM.

Para finalizar assista este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=FMIoEN9eY0g
(copie e cole no seu navegador este link do youtube caso o link não te direcione!)

Refletindo Sobre o Video: Alguns autores dizem que a mídia seria hoje um quarto poder. Discuta essa idéia, mostrando o poder atual da mídia e também os seus limites tomando com base o conteúdo do vídeo.

Pensando sobre o Texto:
1) Elabore um comentário explicando com suas palavras por que a leitura e interpretação de textos no Brasil é tão caótica.
2) "A mídia nos influência o tempo todo. Ela tem seus objetivos. Nós, apesar de parecermos incapazes, podemos combater, ou ao menos, mnimizar este fato".
Debata esta idéia, Justificando os 2 pontos de vista expressos na questão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

2º Ano Médio - Rodovias no Brasil e a Questão dos Pedágios - MEM 2A, MEM 2B e NEM 2a

No mundo globalizado, circulação significa sobrevivência. Tudo circula: dos capitais ao conhecimento.
Se, por um lado, muito daquilo que transita o faz de maneira virtual, por meio de fios, cabos ou fibras ópticas, por outro, pessoas e mercadorias devem ser deslocadas fisicamente de um local para outro.
Os meios de transporte são vitais para o funcionamento do mundo moderno. Para determinar a sua eficiência, devem ser considerados vários aspectos: tecnologia e capitais disponíveis, tipo de carga, condições naturais, custo de implantação e manutenção, consumo energético, capacidade e volume de transporte, relação custo-benefício, impacto ambiental e segurança.
Entre 1870 e 1920, o Brasil viveu a “Era das ferrovias”, o crescimento médio das ferrovias era de 6.000 km por década. Até a década de 50, o transporte ferroviário era valorizado, de certa forma, pelo governo brasileiro e o sindicato dos ferroviários era muito forte.
Na época de seu mandato, Juscelino Kubitschek preferiu investir nas rodovias ao invés das ferrovias, devido ao interesse político que existia na época em trazer a indústria automobilística para o País. A partir daí, essa política continuou nas décadas de 60, 70 e 80.
Quando os militares assumiram o poder, quase que pararam com o transporte ferroviário por completo, para assim assegurar o seu domínio e deter o sindicato.
Atualmente, essa não é uma questão fácil de resolver. A indústria automobilística, de petróleo, pneus, etc., representa uma forte influência sobre o governo brasileiro, impedindo o desenvolvimento das ferrovias, pois isto poderia prejudicar seus interesses.
No Brasil, sua vasta extensão territorial, a disponibilidade hídrica, a longa faixa litorânea e os relevos pouco acidentados não impediram a adoção de uma política de transportes apoiada nas rodovias. As vias de trânsito terrestre foram construídas, a partir do século XIX, para substituir as estradas antes utilizadas por carroças, trapiches e andarilhos. A princípio foram construídas nos países mais desenvolvidos, mas com a indústria de automóvel, no século XX, foram rapidamente utilizadas para proporcionar segurança e rapidez ao tráfego.
No Brasil, as rodovias são o meio de transporte mais utilizado, atingindo cerca de 62%. É a melhor opção para deslocamento de pequenas distâncias, desconsiderando as más condições que estas apresentam e a falta de segurança.
Embora o sistema rodoviário, incrementado a partir da década de 60 com a expansão da indústria automobilística, seja oneroso (três vezes mais do que o ferroviário e nove vezes mais do que o fluvial, além de consumir 90% do diesel utilizado em transportes no país), responde por cerca de 64% da carga que circula no território. Como objetivou a integração inter-regional, seu desenvolvimento prejudicou a melhoria e a expansão dos transportes ferroviário e hidroviário.
Na realidade, o transporte multimodal é a melhor opção para o Brasil, pois a associação de vários sistemas de transporte e a criação de terminais rodoviários, ferroviários e hidroviários reduziriam os fretes, aumentariam a competitividade dos produtos e permitiriam uma maior integração territorial.

Pedágio. Um tributo pago em dobro (Kiyoshi Harada - adaptado)   
Pesquisa avalia 25% das rodovias do Brasil como ruins e péssimas Número cresceu em comparação com avaliação feita por técnicos da CNT em 2009 
(Fonte: Site www.r7.com)
O pedágio, rodágio, seria a palavra mais adequada, um tributo adicional pois é dever do poder público sua conservação. Por isso, nós pagamos duplamente pela utilização de estradas: de um lado, a taxa, conhecida como pedágio, e de outro lado, a contribuição via impostos diretos como o IPVA e a CIDE.
Na ordem constitucional antecedente a de 1988, o Brasil adotava a política de tributação pelo pedágio indireto. Os que utilizavam veículo automotor terrestre pagavam a chamada Taxa Rodoviária Única, cujo produto da arrecadação, que chegava a 7% do PIB, era integralmente aplicado na construção de rodovias, sua manutenção e conservação. Foi assim que o Brasil, em menos de três décadas, conseguiu implantar 100.000 quilômetros de rodovias, promovendo a integração nacional do ponto de vista físico, um dos objetivos nacionais permanentes.
Com o advento da Constituição de 1988 houve a supressão da chamada Taxa Rodoviária Única, que foi sendo gradativamente substituída pelo regime de pedágio para manutenção e conservação das estradas. Hoje, em muitas estradas brasileiras os serviços de manutenção e conservação são operados por concessionárias, mediante cobrança de pedágios. Isto é, as empresas particulares não constroem estradas como na Europa, mas, somente exploram rodovias construídas com recursos do tesouro.
Dessa forma, temos um regime de duplo financiamento da infra-estrutura de transportes: de um lado, o pedágio direto, cujos recursos vão para o bolso das prósperas concessionárias cada vez mais abusivas, quer no tocante ao preço cobrado, quer no que tange ao encurtamento da distância entre um posto e outro de cobrança; de outro lado, o pedágio indireto, representado pela CIDE, cujos recursos vão para o Tesouro, um mal menor.
Só que nenhum centavo desses recursos da CIDE está sendo aplicado na construção ou manutenção de rodovias, acarretando rápida deterioração daquelas construídas no passado, com imenso sacrifício da sociedade. Resultado: apesar do duplo pedágio cobrado, o nosso País, como um todo, está muito distante das suas reais necessidades, não só, para transportes de passageiros, como também, e principalmente para escoamento de sua produção, comprometendo seu crescimento econômico. De fato, não é possível crescer, sem uma malha viária integrada e razoavelmente conservada.
Além do mais, o Brasil é recordista mundial, em termos proporcionais, de rodovias pedagiadas. Ganha dos Estados Unidos, da Europa e do Japão. Algo de estranho deve estar acontecendo, pois, a malha viária, ao invés de expandir, vem encolhendo como resultado de interdições decorrentes da absoluta falta de manutenção e conservação.
Devemos partir sempre do controle de gastos por órgão ligados ao Estado bem como a atenção e vigilância permanente da sociedade civil.

Depoimento: Ailton Antonio Bezerra - Santos - SP
A privatização das rodovias brasileiras é uma forma dos governos federal, estadual e municipal de passar para o contribuinte a despesa da conservação das estradas, pois o mesmo já pagou vários impostos e ainda tem que bancar a venda das rodovias.
Não sou totalmente contra as privatizações das rodovias brasileiras, mas gostaria que fosse feito de forma justa. Um dos meios de se fazer justiça, seria a extinção dos impostos sobre os veículos, principalmente o IPVA e o DPVAT que por história seria para conservação das estradas e ajudar as santas casas de todo o país, coisa que não esta acontecendo conforme reportagem recente feita pela Rede Globo. Portanto, os senhores empregados do povo, parem de vender o país. Nós, os “patrões eleitores”, não temos que pagar esta conta absurda, porque é fácil comprar alguma coisa e outros pagarem, pois é isso o que está acontecendo com as privatizações das nossas rodovias. As concessionárias estão comprando as vias com acordos absurdos e sem dinheiro, porque o dinheiro sai na verdade é do bolso do motorista brasileiro. Quero rodovias ótimas para trafegar, mas com justiça na cobrança.

Pra finalizar, assista o vídeo proposto abaixo:


Reflexão sobre Vídeo: Elabore um comentário sobre o tema tratado, destacando pontos importantes na sua opinião, e pensando no seguinte item: por que o Estado não investe mais  nas estradas brasileiras

Pensando sobre o Texto
1) Explique as razões para que o sistema multi-modal de transportes seja a opção mais adequada para o Brasil.


2) Por que o Brasil optou pela maciça utilização do modelo rodoviário?

3) Explique porque o Pedágio, segundo Kiyoshi Harada, é uma dupla tributação sobre o cidadão e apontando os principais problemas dessa constatação.

NEM 3a - A Problemática do Lixo nas Grandes Cidades

A tecnologia foi, desde os primórdios, a chave do desenvolvimento econômico. Ela libertou as sociedades humanas das restrições impostas pelo meio natural.
Da irrigação e da metalurgia no neolítico até os computadores potentes da atualidade, a base material de riquezas se expandiu. Contudo, só com a revolução industrial, o potencial atingiu um patamar capaz de causar alterações ambientais de grandes proporções e de dimensões planetárias.
O lucro capitalista e o produtivismo socialista excluíram o meio ambiente da pauta de preocupações econômicas e políticas. As medidas internacionais de desenvolvimento econômico não consideram os problemas ambientais causados pelo crescimento da produção de mercadorias e dos males advindo do excesso de consumo. Assim durante décadas, os incontáveis avanços tecnológicos incorporados pela humanidade não se atrelaram a produzir formas menos impactantes e danosas ao ambiente em geral.
A poluição industrial foi à maior responsável pela má qualidade do ar nas grandes cidades. Hoje, os piores vilões são as linhas de transportes, principalmente os automóveis: Cerca de 73% de toda a poluição atmosférica urbana é causada por eles; 10% vêm das industrias e 17% de fontes poluidoras de diversas. As cidades que sofrem com isso são as grandes cidades (metrópoles) espalhadas pelo planeta. Os problemas urbanos ocorrem pela falta de planejamento público e pelos contrastes sociais gerados pela má distribuição de renda, especialmente nos países pobres.
À medida que a nova sociedade urbano-industrial se consolidou, e com ela o consumismo como ideologia de vida, aumentou, tanto nas sociedades avançadas como nas subdesenvolvidas, o volume de dejetos domésticos e industriais. Até recentemente, porém, a humanidade ainda não tinha percebido que o volumoso lixo que produzia podia ser um problema para o ambiente. Então, usava sem grandes preocupações os mares, rios e qualquer "área vazia" como depósitos para seus rejeitos.
Quem Nunca Leu narrações nos jornais e outras mídias do tipo: "(...) O lixo é espalhado e sepultado, assim, o espaço que tinha sido ocupado, passa a receber novamente outra quantidade de lixo. Este trabalho é feito periodicamente com o objetivo de evitar mau cheiro, moscas e principalmente, a queimada em época de verão. Vale salientar, que além destes objetivos, há de se lembrar das centenas de pessoas que diuturnamente, travam verdadeiras 'batalhas' pelos despojos e restos que são jogados no caminhão a todo Instante (...)".
 Em se tratando do lixo, convém Perguntar:  
Você sabe a Diferença entre Lixão, Aterro Controlado e Aterro Sanitário?

I) Lixão: é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. 
 Nele, o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.
Características:
a) Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido fétido e preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático.
b) Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto – vetores de doenças
c) Crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender.
 II) Aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário.
Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventualmente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

III) Aterro Sanitário: Local que promove a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos. Antes de iniciar a disposição do lixo faz-se a preparação do terreno previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente.
Características:
a) Impermeabilização do solo evitando que o lençol freático seja contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos e encaminhados para o poço de acumulação.
b) Quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.
c) A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.
 Para Finalizar, assista o Vídeo abaixo: 
Lixões Clandestinos se Espalham pelo Rio de Janeiro
Questões:
  Refletindo o Vídeo: Faça uma análise da reportagem apresentada destacando os pontos por quais e por que lhe chamaram mais a atenção. É possível resolver ou amenizar o problema? Como?

Refletindo o texto:
1) Quais são os fatores que promoveram o crescente volume do lixo produzido pela sociedade?
2) De que forma podemos transformar um lixão num aterro sanitário?
3) Quais seriam suas sugestões para se resolver ou minimizar a problemática do lixo nas grandes cidades?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vídeos - Tectônica de Placas

http://www.youtube.com/watch?v=8Pnd4iMeIII


Neste video em espanhol - calma a legenda está em Português!! - vemos como funciona o mecanismo de movimentação, criação e destruição da crosta terrestre, tema q abordei na nossa última aula antes do carnaval!

é um vídeo curto de pouco mais de 3 minutos q vale a pena assistir!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Paro, Penso, Reflito - por Neto dos Reis

Nessa vida eu incrivelmente já pensei bastante. Vou partir pra prática, não consigo, sou tímido, feio, chato e sem graça. Vê como é dramático pensar, pensar, refletir e viver. Tanta gente que vive e nem se dá conta disso, outros não vivem e acham que vivem, logo vivem, e eu que acho que não vivo e talvez viva. Não, não vivo.

Sou tímido, é difícil viver, o mundo quer extrovertidos, e não introvertidos. As artes (introspecções) não são valorizadas, é triste, a vida não faz sentido, e nem deveria, mas parece ser preciso haver sentido pra tudo, por isso o tédio, a ausência de algo que faça sentido. Por que seguir uma rotina, se (teoricamente) eu poderia experimentar algo diferente a cada dia e talvez eu possa experimentar, basta perder a timidez, a feiúra, a chatice e começar a ter graça. Mas... pensar não leva a nada.

Eis o que é valorizado: seguir ordens e dedicar a vida a um objetivo que nem seu é.


Se alguém diz que tem um objetivo na vida, um sonho; está mentindo. A cada dia queremos algo novo, algo que não temos. Objetivos surgem a cada ano e sonhos a cada noite

Eu não levo nada tão a sério e ao mesmo tempo levo. Não dou a mínima importância às coisas essenciais da "vida", presto atenção em tudo que é inútil, subjetivo. O mundo é insensível, eu não. O tempo não pára, eu sim.

Paro, penso e reflito.

Enquanto a vida corre, eu fico, quando os outros calam, eu grito por dentro, no papel, no violão, ao vento. Só enxergo a imensidão do mar, palavras, emoções. Já passei por torrentes, chuvas, furacões, tudo isso na minha pobre mente. Reações químicas fustigando sempre minha alma divina e meu cérebro cientificamente correto, como o mundo está se tornando e como eu deveria ser. Mas não, prefiro fumar, olhar o rio, escrever e ouvir música, me encantar com a beleza: das mulheres, da natureza e filosofar sem nenhuma obrigação e com alguma esperança ver o mundo com inocência, como vê uma criança.

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Isso é o que sou e o que penso.
Hoje.
Amanhã pode mudar.
Talvez já tenha mudado.
Eu que ainda não percebi.
Uma metamorfose ambulante
Tal qual Raul

domingo, 2 de janeiro de 2011

TÔ NA ESCOLA. Ninguém Merece...


“Poxa hoje tem aula...”; “Que saco ir pra Escola...”; “Falta Pouco para eu me livrar dessa chatice...”; “Eu confesso que odeio ir pra escola, os professores são muito chatos...”; “Escola não serve para nada...”; “Não aprendo nada de útil na escola...”; “Acordar cedo pra ir pra escola. Saco!”; “Melhor coisa que tem é perder o horário de ir pra escola!”...

Existem frases mais comuns entre estudantes do meu Brasil Varonil? Com certeza sim. Porém, já tenho um apanhado suficiente pra tecer uma breve consideração sobre o tema: A importância da escola. Ou melhor, qual a importância que a sociedade dá a escola e por conseqüência, do professor?

Podemos reparar que pelo nível dos comentários eu não preciso escrever mais nada. É tão límpida como a água. O que será que a escola tem de tão perverso que afasta os estudantes em sua maioria? Eu confesso que me pergunto freqüentemente, reflito e não chego a conclusão alguma.

Não vou mencionar aqui o discurso repetido e sempre atual de baixa valorização do profissional de educação, da estrutura da escola, do seu currículo cheio de assuntos questionáveis – ao menos para os jovens – da falta de atrativos, da geração rebelde sem causa que se criou desde os épicos tempos finais da moribunda ditadura, etc. O que me preocupa é ver chegar filões de novos adolescentes que simplesmente detestam aprender.

O que mais útil na vida, além de trabalhar, produzir e namorar resta ao ser humano? Na minha concepção: Aprender. É incrível como o estudante brasileiro não valoriza o aprendizado. Não todos. Mas, uma boa parcela, sim. Nossa questão aqui é cultural. Como reverter séculos de confinamento da mente e do domínio do senso comum que escola não serve de nada. O que vale são as amizades, indicações, o famoso “jeitinho brasileiro”. A própria escola não faz a política da MERITOCRACIA. Em minha visão, erro grave. Enquanto outras sociedades valorizam demais o aprendizado, a educação e a ciência - o conhecimento – no Brasil sequer conseguimos redigir textos com poucos erros de português. Um troco simples ou conta só é factível na calculadora. Muitos não sabem determinar um país ou cidade no mapa ou mesmo coteja discursar sobre quem foi Constantino, Friedrich Nietzsche, Rui Barbosa, M. Luther King; Nelson Mandela, etc. Livros então? (Risos). Deixa para outro post.

A crise na educação brasileira é séria e dramática. Antes de resolvermos os problemas das escolas, precisamos vencer o mais grave e difícil de ser vencido: Reverter a cultura do passar é o que interessa. Que aprender não serve para desgraça Nenhuma. Moldar uma nova mentalidade. E isso demanda tempo. E ensino. Mãos a obra.

Márcio Bezerra da Silva. Prof. de Geografia.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Formatura: Reflexão e Recomeço - por Renata Bahumel (Adapt.)

A formatura é um momento de orgulho em nossas vidas. Nossa eu digo, por que se estende a cada um dos professores que colaboraram para construir este momento, felizes pela tarefa cumprida. Mas, que são abrilhantados por vocês Formandos e Formandas.

Este não é um momento de tristeza, apesar de muitos aqui se despedirem...
Não.

Esse é um momento de reflexão, de aceitação. De olhar para frente. Um momento de admitir que a vida de cada um de vocês é feita de fases.

Tudo muda.
O mundo muda; mudamos nós.
Vocês não envelheceram. Amadureceram. Por que só envelhece quem quer.
As suas prioridades mudam e mudarão; As Suas leituras de mundo, também.

Vocês jamais devem ficar tristes porque este ciclo acabou, e sim, agradecer a Deus, por ele ter existido e permitido a vocês vivenciá-lo.


É o momento de grandes esperanças para o futuro que virá.
Aliás, nada aqui acabou; muito pelo contrário. Esse é tão somente o começo, o ponto de partida para uma geração com vontade e disposição para mudar as coisas. Mudar a própria sina, mudar a realidade que nos cerca. Mudar o nosso país!